Seguidores

domingo, fevereiro 12, 2012


Cadelas de Niterói ganham estrada e são sucesso na internet



Viagens de moto e fama na internet (Foto:  Aposentado da Varig, Luiz Carlos Negrine acaba de voltar de viagem com as duas cockers spaniel. “O comportamento delas é humano”

Aposentado da Varig, Luiz Carlos Negrine acaba de voltar de viagem com as duas cockers spaniel. “O comportamento delas é humano”
   Fotos: Não foi divulgado o autor.

A dupla radical de cockers Nani e Catarina ganha fama viajando com o dono de moto pelo brasil e, de quebra, ainda apóia movimentos contra os maus-tratos os animais

Elas já são famosas na internet, participaram de várias matérias para TV e ganharam ainda mais destaque recentemente ao apoiarem passeatas contra os maus-tratos de animais. De capacetes e óculos de proteção, Nani e Catarina, a dupla de “cockers radicais” de Niterói atrai olhares por onde passa. É que pose não lhes falta diante da garupa da moto do dono, o aposentado Luiz Carlos Negrine, de 62 anos.
Só Nani, de sete anos, mãe de Catarina, acompanha o motociclista desde os seis meses de vida, acumulando mais de 100 mil quilômetros de estrada. Ela já foi quatro vezes a Porto Alegre (RS), outras quatro vezes a Vitória (ES), três vezes a Jacarezinho, no Paraná, fora outras cidades. Já Catarina Cremilda Deusdete, de dois anos e meio, que tem esse nome pelo fato de ser muito barraqueira, segundo seu dono, participou da viagem mais longa de Negrine, de Niterói a Porto Alegre, na qual o trio passou por mais de 15 cidades, percorrendo entre ida e volta 6.140 quilômetros de estrada.
Negrine conta que a ideia de ter um cão que andasse de moto com ele surgiu há 42 anos, mas que foi sendo protelado por não ter conhecimento de qual raça levar, de como garantir a segurança do animal e outros fatores. Contudo, ao avistar Nani numa feira de filhotes no Campo de São Bento, em Icaraí, não teve dúvidas.
“Na primeira troca de olhar, tive certeza de que seria ela minha companheira de viagem. E fui muito feliz nessa escolha. Ela incorporou bem o espírito de motociclista”, afirma.
Depois veio Catarina, um dos seis filhotes da ninhada de Nani.
“Foi muito doloroso ter que doar os outros filhotes, mas fiz novamente uma escolha feliz ao ficar com a Catarina, pois ela imita a mãe em tudo e é até mais malandra”, derrete-se.
Para Negrine, viajar de moto com as cockers é a união de duas paixões: animais e motociclismo. 
Sobre a adaptação das cadelas ao veículo, ele conta que Nani começou a andar sobre duas rodas numa bolsa lateral semiaberta e com espuma, e usava apenas bandana e óculos. Mas a preocupação com sua segurança fez Negrine adaptar outros itens.
“Comprei uma bola de plástico rígido, fiz um corte e ela serviu de molde para o capacete, que é feito de fibra. Depois só mandei pintar”, conta.
Hoje, além de capacete e óculos, as duas viajam presas a dois extensores que dão total liberdade de movimentos, mas as impedem de sair da cestinha que fica na garupa. Um elástico lacra ainda o tímpano das cadelas, protegendo seus ouvidos contra impurezas das estradas, como pedrinhas e insetos, e umidade. Negrine faz questão de ressaltar também que as duas nunca rejeitaram nenhum acessório e nada lhes é imposto.
“O que mais encanta as pessoas é o comportamento delas na moto, completamente humano. Quando chega o final de tarde e elas ainda não saíram, vira um inferno dentro de casa. Elas pegam suas guias, que ficam junto à porta de saída da cozinha e vão atrás de mim, reclamar”, relata Negrine. 
Segundo ele, é Nani quem dita o ritmo da viagem, pedindo para parar quando tem alguma necessidade. Para isso, arranha o ombro do dono e choraminga em seu ouvido. No posto, conta o aposentado, ela vai para um lugar mais afastado e faz suas necessidades.
“Depois, se eu me demoro, ela me intima a continuar, indo para a moto e me xingando com latidos fortes”, completa.
Susto na estrada 
Negrine conta que já foi atropelado de moto, com Nani na garupa, na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí. Ambos foram vítimas de um motorista imprudente. Ela, felizmente, não se feriu, mas ele quebrou o pé e a bacia. No entanto, é de outra história que ele lembra atônito. Ela se passou numa cidadezinha próxima a Curitiba. Negrine conta que foi tomar café da manhã e deixou as cockers presas a uma guia só na moto, mas, ao voltar se deparou com o sumiço de ambas. Começou a especular o que houvera e temeu que tivessem sido levadas. Depois, percebeu do outro lado da rua uma matilha de cães e as duas bem no meio. As cadelas haviam forçado a corda, arrebentando-a. No impulso, Negrine recorda que gritou os nomes das cadelas, e elas dispararam de volta, quase resultando num atropelamento.
Fama e patrocínio
Nani e Catarina também desempenham um importante papel social: são mascotes do McDia Feliz, da Casa Ronald McDonald’s, organização que ajuda crianças com câncer. Também participam de vários eventos, como a feira Rio Vet e o Salão Bike Show, ambos no Riocentro; e o Blocão, tradicional bloco de carnaval de cães, que acontece em Copacabana, e do qual participam há quatro anos. Vídeos da presença das cockers nesses eventos, inclusive, estão disponíveis no Youtube.
Mas tanta andança tem seu custo. Negrine e suas cadelas contam com o patrocínio de uma clínica veterinária e de um restaurante, com a ajuda de parceiros, como petshops que as presenteiam com roupinhas e outros acessórios, e postos de gasolina que fornecem combustível durante as viagens. 
Como a maioria dos hotéis e pousadas não aceita cães, Negrine diz conhecer de Niterói a Porto Alegre todos aqueles que aceitam animais, porém, quando surge algum imprevisto, como chuva, e é preciso interromper a viagem, raramente o trio fica ao esmo.
“Paro a moto em frente ao hotel e logo começa a aglomeração, aí surge o gerente explicando que é contra as regras acomodar animais, mas, no final, acaba abrindo uma exceção”, revela.
Do ar para as estradas 
Negrine é ex-funcionário da Varig, onde foi chefe da equipe de comissários por 30 anos. Já saiu de lá aposentado, mas defende a causa de colegas que, com a falência da empresa de aviação, se viram na rua com cinco meses de salários atrasados e sem qualquer indenização ou pensão complementar. Solidário ao drama desses colegas, frequenta manifestos promovidos por eles e leva junto suas companheiras inseparáveis, que, claro, ajudam a chamar a atenção.



REPRODUÇÃO DO JORNAL O FLUMINENSE 



Fonte: O FLUMINENSE

4 comentários:

  1. PARABÉNS AO SENHOR LUIZ CARLOS NEGRINE POR POSTAR SUAS LINDAS MENINAS SOU APAIXONADA POR ESSAS CADELINAS SENSSACIONAL

    ResponderExcluir
  2. FICO FELIZ DE VER AS POSTAGEM DO SENHOR LUIZ CARLOS NEGRINE EMOCIONANTE ,FANTÁSTICO SOU APAICHONADA PELAS DUAS MENINAS

    ResponderExcluir
  3. SOU FAM DESSAS MENINAS ACOMPANHANDO O SENHOR LUIZ CARLOS NEGRINE EM SUAS POSTAGENS SENSSACIONAL DAS MENINAS , SOU UMA APAIXONADA POR ÊSSE TRÍO PARABÉNS POR ÊSSE TRABALHO

    ResponderExcluir
  4. Negrine, sou muito feliz em te conhecer e saber o quanto ama as suas filha e neta, Nani e Catarina. Sei bem o que esse amor nos correspondem e nos fazem companhia sempre fiéis e amavéis. Amo tb meus bichinhos aqui, são 08 cães que resgatei da rua e 3 gatos. E nunca me sinto só, pois eles me preenchem qualquer solidão ou vazio na minha vida. Parabéns sou fã de vocês! Um grande abraço! Silvia Hiller Penha.

    ResponderExcluir

Oi, obrigado por deixar seu pitaco!
Volte sempre!