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segunda-feira, fevereiro 06, 2012


Excesso de vitaminas pode prejudicar e sobrecarregar órgãos


Com receita da geriatra do posto de saúde, Maria de Lourdes Soares toma vitamina B12 injetável há dois meses (Foto: Alessandro Guimarães)

Com receita da geriatra do posto de saúde, Maria de Lourdes Soares toma vitamina B12 injetável há dois meses (Foto: Alessandro Guimarães)


Como não são produzidas naturalmente, com exceção da vitamina D, elas precisam ser ingeridas na alimentação. O problema é a quantidade em que são consumidas

Alguns estudos científicos mostram que o uso dos polivitamínicos e das chamadas vitaminas antioxidantes não necessariamente previne doenças crônicas como infarto, derrame e câncer, além de não prolongar a vida. As vitaminas são substâncias orgânicas essenciais para o funcionamento normal do corpo. Como não são produzidas naturalmente, com exceção da vitamina D, elas precisam ser ingeridas na alimentação. O problema é a quantidade em que são consumidas, muitas vezes por automedicação.
“É preciso moderação e acompanhamento médico. O excesso de vitaminas pode levar a uma sobrecarga de órgãos como os rins. Quando não são utilizadas, as vitaminas são eliminadas, por exemplo, através da urina”, esclarece o neurocientista Gilberto Ottoni.
O médico explica que algumas vitaminas são essenciais aos idosos, mas é necessária uma avaliação e, de acordo com cada caso, o profissional deve receitá-las. Geralmente, o que as pessoas chamam de “vitaminas” são os polivitamínicos, combinações que variam de 50 a 150% das necessidades diárias e que também contêm sais minerais associados. Existem dezenas de formulações à disposição nas farmácias, alguns chegando a custar mais de R$ 100.
“Na maioria dos casos, as vitaminas podem e devem ser repostas com uma mudança alimentar, uma dieta balanceada. Receitar polivitamínicos pode ser um exagero ou mesmo uma questão de marketing. Além disso, as doses presentes nestes medicamentos não são suficientes para repor uma deficiência específica”, avalia.
A deficiência das vitaminas B12 e D são mais frequentes em idosos e, nesses casos, após a confirmação pelo exame de laboratório, o médico prescreve a dose necessária para aquela pessoa. Esse é o caso de dona Maria de Lourdes Soares, de 75 anos, que toma quinzenalmente, há dois meses, uma dose injetável de vitamina B12, receitada pela médica para auxiliar na manutenção do sistema cognitivo. A indicação veio da geriatra do post



Fonte: O fluminense

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