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sexta-feira, fevereiro 03, 2012


Quase 15 mil multas são aplicadas por mês nas ruas do centro de Niterói


Mesmo com sinalização para não virar à direita, o motociclista resolve cortar caminho e a maioria é multada. Foto: Julio Silva  Motoristas vindos de todos os lados ignoram as placas. Alguns dizem não saber da proibição. Outros fingem não ver. Foto: Julio Silva
 Fotos: Julio Silva
      

Avenida Feliciano Sodré é a campeã de infrações. Apesar das placas, há reclamação por parte dos motoristas de que há pouca sinalização e agentes de trânsito no local

São grandes os números de multas aplicadas aos motoristas de veículos de passeio e caminhões que circulam pela Avenida Feliciano Sodré. Somente em novembro 14.472 autos de infração foram aplicados por dispositivo eletrônico instalado na faixa exclusiva da Avenida Feliciano Sodré a motoristas que acessaram a via em desobediência à sinalização existente. Na via sentido Fonseca - que possui o maior número de autos registrados por meio eletrônico no município - é permitida apenas a circulação de ônibus. Apesar de haver diversas placas informando a proibição e a presença de radares, é possível verificar diversos veículos infringindo a lei.  Motoristas alegam que há pouca sinalização e agentes de trânsito para auxiliar no trânsito. A publicitária Renata Gonçalves, 35 anos, reclama que para quem não conhece a cidade há dificuldade de saber por onde deve transitar.
“São muitas ruas paralelas e as placas são insuficientes, quem vem de outros estados ou município se perde fazendo o caminho nas ruas transversais. Toda hora vemos os carros transitando por ali, algo precisa ser feito.”
A NitTrans informou que as placas indicativas de restrição ao trânsito de veículos comuns estão instaladas de acordo com o estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro - CTB -, em todos os cruzamentos, desde a Avenida Visconde do Rio branco, até o cruzamento da Avenida Feliciano Sodré com Avenida Heitor Carrilho, onde está instalado o radar, sentido Praça Renascença.
O estudante Guilherme Francisco Souza, 24 anos, diz que já se confundiu nas vias e acredita que muitos acabam passando pelo local por seguir o trajeto dos ônibus. Ele ainda ressalta a necessidade de agentes de trânsito informando a proibição. “Apesar das placas é muito confuso o trajeto, só quem conhece não confunde, eu mesmo já me confundi. Muitas pessoas que vêm à cidade acabam seguindo o trajeto do ônibus e por isso recebem multas. Seria ideal ter agentes de trânsito informando a proibição e auxiliando os motoristas”, disse.
De acordo com a NitTrans, esta é a via com maior número de autos registrados por meio eletrônico. Antes, a estatística de autuações por invasão de faixa exclusiva era liderada pelo equipamento instalado no cruzamento das avenidas Marquês do Paraná e Amaral Peixoto, desligado devido às obras de construção do mergulhão. Em seguida estão, respectivamente, a Estrada Francisco da Cruz Nunes, e Avenida Visconde do Rio Branco.

REPRODUÇÃO DO JORNAL O FLUMINENSE 


Fonte: O Fluminense

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