Pedras caem de prédio e atingem carro no Centro de Niterói

Fotos: Evelen Gouvea
Um carro foi atingido por dois blocos de mármore que despencaram de um prédio comercial no Centro de Niterói. Apesar do grande susto, ninguém ficou ferido
Menos de uma semana após o desabamento de três prédios na Cinelândia, no Rio, comerciantes e a população ficaram com receio que algo semelhante acontecesse do outro lado da Baía. Dois blocos de mármore despencaram de uma altura de aproximadamente 25 metros de altura de um prédio comercial de 10 andares no Centro de Niterói, no início da tarde de quarta-feira.
Uma Saveiro branca, que estava sendo retirada do estacionamento no térreo por volta das 14h40, foi atingida no momento em que as pedras de mármore de um metro de comprimento se desprenderam da fachada de uma sala do sétimo andar do Edifício Rui Barbosa, na Rua Coronel Gomes Machado.
A lateral do veículo ficou amassada e um dos vidros foi quebrado com o impacto. Por sorte ninguém ficou ferido.
O manobrista Carlos Henrique Santos, de 51 anos, estava dentro do carro no momento do acidente enquanto a proprietária, a advogada Claudia Grande, de 32 anos, chegava ao local para buscar o carro. “O lado do carona não foi atingido, caso contrário poderia até matar alguém. Se a queda fosse do lado motorista, a vítima poderia ter sido eu”, disse o manobrista.
“O barulho foi muito forte e quando vi o que tinha acontecido, cheguei a pensar que o prédio estava caindo por conta da força do impacto”, disse a advogada, que estava seguindo para o trabalho.
O síndico do edifício esteve no local e garantiu que o prédio passa por constantes vistorias, sendo a última delas realizada há menos de um ano. Ele também afirmou que todos os prejuízos serão pagos pela seguradora contratada pela administração do edifício.
O síndico do edifício esteve no local e garantiu que o prédio passa por constantes vistorias, sendo a última delas realizada há menos de um ano. Ele também afirmou que todos os prejuízos serão pagos pela seguradora contratada pela administração do edifício.
A perícia foi chamada ao local e já apura o que pode ter resultado o acidente. A Defesa civil ainda não se pronunciou se outras partes do imóvel apresentam riscos.
O trânsito na Rua Coronel Gomes Machado e nas ruas paralelas ficou lento por conta da grande movimentação de pedestres no entorno, mas a via não precisou ser interditada.
Movimentação – Um boato causou ainda mais pânico no entorno dos prédios que desabaram no Rio. No edifício de número 22 da Avenida Almirante Barroso, funcionários deixaram o prédio correndo após ouvirem estalos na tarde de quinta-feira.
O subsecretário da Defesa Civil municipal, Márcio Motta, informou que o prédio sofreu uma trepidação por conta das máquinas que trabalham de forma mais pesada para retirar escombros que estavam pendurados em um prédio vizinho. Ele descartou a necessidade de esvaziar o prédio.
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