Banco fecha as portas
Durante o dia, membros do Sindicato dos Bancários de Niterói abordavam os clientes na entrada das agências e os orientavam a procurar outras unidades. Foto: Lucas Dumphreys
Demissões teriam motivado a paralisação
Clientes de um banco em Niterói ficaram surpresos com o fechamento por 24 horas das agências da cidade em protesto a demissões em massa que estariam acontecendo na empresa.
Durante o dia, membros do Sindicato dos Bancários de Niterói abordavam os clientes na entrada das agências e os orientavam a procurar outras unidades.
O diretor do Sindicato dos Bancários Valdemiro Baptista afirma que a redução no quadro de funcionários vai de encontro à determinação de atendimento ao cliente em até vinte minutos. Com a demissão, ele acredita que outros funcionários ficam sobrecarregados, acumulando cada vez mais tarefas que os desviam de seu real serviço.
“Atualmente temos que bater metas muito complicadas. O que buscamos é a garantia para que essas demissões cessem”, comenta.
Uma assembleia, hoje, vai decidir os rumos da paralisação, que deve ser realizada em esquema de rodízio, um dia em cada cidade.
O auxiliar de pista do Corpo de Bombeiros, Delício Ribeiro, de 60 anos, chegou às 11h a uma agência na Avenida Amaral Peixoto e não conseguiu sacar o salário.
“Eu recebo meu salário na boca do caixa. Cheguei aqui e tive uma grande surpresa, porque o banco está em greve, mas as minhas contas não podem esperar para serem pagas”, relata.
Na agência da Rua Marechal Deodoro a história não foi diferente. A funcionária pública estadual Luiza Ferreira, de 35 anos, se dirigiu à agência para encerrar a conta.
“Pedi autorização apara chegar mais tarde no trabalho para resolver esse problema e quando chego aqui encontro o banco de portas fechadas”, desabafa.
A assessoria do banco não quis comentar o assunto.
Fonte: O FLUMINENSE
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