Servidores enriqueceram com máfia dos táxis
Texto: Augusto Aguiar
Dois anos após o assassinato do subsecretário Municipal de Transportes, Adhemar José Mello Reis, ocorrido em 20 de janeiro de 2010, a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) confirmou que as investigações sobre a chamada máfia das autonomias em Niterói, foi ampliada com um outro levantamento, que apontaria para o enriquecimento de pessoas, entre elas “funcionários dos departamentos de trânsito e transportes do governo”, também envolvidas com a criação de cooperativas, utilização de espaço público para a criação de pontos de táxis e pagamento para a circulação de táxis piratas.
De acordo com a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Seseg, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) não adiantou mais informações sobre o seu trabalho de investigação, mas garantiu que a averiguação dos crimes continua em sigilo. Em nota, a Ascom relatou que “somando-se a apuração sobre as fraudes em transferências de autonomias, também passou-se a apurar, com o aprofundamento das investigações, a existência de diversos táxis piratas trafegando pelo município. Assim as investigações detectaram que o grupo criminoso ia muito além de diversas fraudes que envolvem as transferências”.
O comunicado ainda acrescentou que “a Draco identificou a atuação de uma máfia que fraudava as transferências de autonomias para a exploração de serviço de táxi na cidade de Niterói, com a participação de funcionários dos departamentos de trânsito e transportes do governo”.
Andamento das investigações
De acordo com a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Seseg, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) não adiantou mais informações sobre o seu trabalho de investigação, mas garantiu que a averiguação dos crimes continua em sigilo. Em nota, a Ascom relatou que “somando-se a apuração sobre as fraudes em transferências de autonomias, também passou-se a apurar, com o aprofundamento das investigações, a existência de diversos táxis piratas trafegando pelo município. Assim as investigações detectaram que o grupo criminoso ia muito além de diversas fraudes que envolvem as transferências”.
O comunicado ainda acrescentou que “a Draco identificou a atuação de uma máfia que fraudava as transferências de autonomias para a exploração de serviço de táxi na cidade de Niterói, com a participação de funcionários dos departamentos de trânsito e transportes do governo”.
Andamento das investigações
A morte de Adhemar Reis deu origem à duas frentes de investigações: uma sobre o assassinato e outra sobre a “Mafia das Autonomias”. A primeira, realizada pela equipe da Delegacia Legal de Icaraí (77ª DP), que resultou, duas semanas depois, na prisão de Adair Correia da Silva, ex-sargento do 35º BPM (Itaboraí), conhecido como Daizinho. Ao fim de 10 meses, em júri popular, Daizinho foi condenado (por 7 votos a zero) a 23 anos de reclusão. Durante o julgamento, o réu negou todas as acusações, mas contra ele havia uma testemunha que o reconheceu.
A segunda frente de investigação ficou sob a responsabilidade da 76ª DP (Centro), que passou a trabalhar com as denúncias enumeradas em um dossiê, feito por Adhemar, antes ser morto. Todos os fatos apurados foram então encaminhados para a Draco.
“O inquérito está andando e se deixarem a Draco trabalhar, todos vão ter uma surpresa um dia. Se você quer uma coisa de qualidade, com os recursos que tem, vai demorar mais. Esse caso envolve uma gama muito grande de pessoas aqui de Niterói na corrupção. Não diria exatamente ligados à morte de Adhemar (…) Tem muita gente envolvida, a estrutura municipal de concessão de táxi está errada, e é exatamente isso que interessa a investigação. Até que ponto é ignorância ou interesse ?”, afirmou Luiz Antônio Buzinaro, na época delegado titular da 76º DP, numa entrevista exclusiva para A Tribuna, logo após aposentar-se.
Após o inquérito ser instaurado na Draco, em 29 de junho de 2010, a especializada desencadeou em 18 de agosto do ano passado a Operação Táxi Livre em vários municípios, entre os quais Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e a Região dos Lagos. Foram cumpridos 14 Mandados de Busca e Apreensão e seis pessoas receberam voz de prisão, sendo posteriormente beneficiadas com habeas-corpus. Os acusados passaram a responder em liberdade as acusações de estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos, e uso de documentos falsos (artigos 171, 297, 304, e 288 do Código Penal).
“A partir de declarações e outras informações colhidas pela Delegacia Policial e pelo Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecco), foi identificada a formação e atuação de uma máfia que fraudava as documentações e realizava ilegalmente as transferências de autonomias de táxi em Niterói. Conforme apurado nas investigações, uma autonomia ilegal podia ser vendida pela quadrilha no valor de R$ 40 mil ou mais, caracterizando assim uma atividade criminosa extremamente lucrativa para a máfia”, informou a Ascom da Seseg.
A segunda frente de investigação ficou sob a responsabilidade da 76ª DP (Centro), que passou a trabalhar com as denúncias enumeradas em um dossiê, feito por Adhemar, antes ser morto. Todos os fatos apurados foram então encaminhados para a Draco.
“O inquérito está andando e se deixarem a Draco trabalhar, todos vão ter uma surpresa um dia. Se você quer uma coisa de qualidade, com os recursos que tem, vai demorar mais. Esse caso envolve uma gama muito grande de pessoas aqui de Niterói na corrupção. Não diria exatamente ligados à morte de Adhemar (…) Tem muita gente envolvida, a estrutura municipal de concessão de táxi está errada, e é exatamente isso que interessa a investigação. Até que ponto é ignorância ou interesse ?”, afirmou Luiz Antônio Buzinaro, na época delegado titular da 76º DP, numa entrevista exclusiva para A Tribuna, logo após aposentar-se.
Após o inquérito ser instaurado na Draco, em 29 de junho de 2010, a especializada desencadeou em 18 de agosto do ano passado a Operação Táxi Livre em vários municípios, entre os quais Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e a Região dos Lagos. Foram cumpridos 14 Mandados de Busca e Apreensão e seis pessoas receberam voz de prisão, sendo posteriormente beneficiadas com habeas-corpus. Os acusados passaram a responder em liberdade as acusações de estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos, e uso de documentos falsos (artigos 171, 297, 304, e 288 do Código Penal).
“A partir de declarações e outras informações colhidas pela Delegacia Policial e pelo Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecco), foi identificada a formação e atuação de uma máfia que fraudava as documentações e realizava ilegalmente as transferências de autonomias de táxi em Niterói. Conforme apurado nas investigações, uma autonomia ilegal podia ser vendida pela quadrilha no valor de R$ 40 mil ou mais, caracterizando assim uma atividade criminosa extremamente lucrativa para a máfia”, informou a Ascom da Seseg.
Fonte: A Tribuna RJ
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Oi, obrigado por deixar seu pitaco!
Volte sempre!