‘Caveiras’ no tatame: Bope também treina para competições
No octógono, uma equipe de 20 “caveiras” treina para representar o Brasil e a tropa de elite da Polícia Militar em competições de MMA. Foto: Divulgação / Palácio Guanabara / Marcelo Horn
Assim como outras modalidades, o MMA começou a ser usado para diversificar a rotina de treinamento dos policiais. Ideia de formar equipe surgiu no ano passado
Assim como outras modalidades, o MMA começou a ser usado para diversificar a rotina de treinamento dos policiais. Ideia de formar equipe surgiu no ano passado
Os policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) levam os lemas “Vá e Vença” e “Força e Honra” em ações de combate à violência durante 34 anos, completados no último dia 19 de janeiro, mas também em eventos esportivos em todo o mundo. No octógono, uma equipe de 20 “caveiras” treina para representar o Brasil e a tropa de elite da Polícia Militar em competições de MMA (Artes Marciais Mistas).
O esporte como ferramenta de trabalho e cultura de paz sempre fez parte da história do Bope. Além de competir em campeonatos de karatê, judô, atletismo, surf e até de rúgbi, os policiais ajudam a formar campeões. Na atual sede da tropa de elite, em Laranjeiras, jovens da comunidade Tavares Bastos têm a chance de aprender jiu-jitsu e muay thai. A ideia é levar essas oficinas também para a nova sede, que fica próxima ao Complexo da Maré.
Assim como nas outras modalidades, o MMA surgiu em 2000 para diversificar a rotina de treinamento dos policiais. A ideia de formar uma equipe foi concretizada no ano passado, depois de uma edição do Shooto (esporte de combate) no quartel do Bope. Hoje, os “atletas de elite” treinam três vezes por semana, mas o principal foco não é competir em campeonatos como o UFC (Ultimate Fighting Championship), mas sim usar a luta como atividade física.
“Um dos alicerces da corporação é a prática esportiva. Os policiais têm experiência em artes marciais. Há uma necessidade que a tropa atue usando seu corpo como uma ‘ferramenta’, evitando o uso de arma de fogo. Estamos aliando a rotina do batalhão com a de atletas, e contamos com a ajuda de lutadores de peso como André Pederneiras e Rodrigo Minotauro, que treinam e frequentam o nosso quartel”, explicou o porta-voz do Bope, capitão Ivan Blaz.
FONTE: O FLUMINENSE
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