Foto: Luiz Barros
Texto: Wellington Serrano
A empresa Nitport (arrendatária do Porto de Niterói) iniciou ontem, através da Macro Action construtora LTDA, as obras de terraplanagem no terreno da Escola Superior de Polícia Militar (ESPM), na Avenida Feliciano Sodré, no Centro, que vai ser transferida para um outro local, em Niterói, ainda não determinado. Já a nova sede do Grupamento Aéreo Marítimo GAM vai funcionar no 24º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB), que fica em Ramos, Zona Norte da capital. As duas unidades da PM foram adquiridas pelo Porto de Niterói.
A empresa iniciou a construção de um dique seco para armazenamento de produtos do Porto na área onde existia o campo de futebol da ESPM. Já foram retirados do local 40 caminhões de aterro. O terreno de 15 mil metros quadrados, onde ainda funcionam o GAM e a ESPM, foi alvo de intensa disputa envolvendo gigantes do mercado offshore da cidade.
As informações são confirmadas pelo comandante da escola, o tenente-coronel Antônio Carlos Carballo Blanco, que já elaborou uma alternativa e garantiu que está preparado para deixar as instalações. Ele afirmou que a ESPM não terá as atividades encerradas, mas que o campo de futebol já recebe as obras para a ampliação e modernização do Porto de Niterói. A ESPM é a escola de Comando e de Estado-Maior da PM.
O gerente do Porto de Niterói, Luiz Henrique Temperini, disse que o setor gera atualmente cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.
“Queremos que a cidade cresça com este momento-chave de expansão. As empresas arrendatárias do porto investiram, até agora, R$ 15 milhões, em obras, serviços, instalações e equipamentos, a maioria já em operação. O prédio do Moinho Atlântico, na Avenida Feliciano Sodré, há sete anos convertido em um elefante branco na entrada da cidade, está sendo, inclusive, revitalizado”, aponta Temperini.
Moradores reagem a ampliação de porto
A Associação dos Moradores da Ponta da Areia, contrária à ampliação do Porto, com movimentação e armazenamento de produtos offshore, diz que é preciso haver uma avaliação do Estudo e Relatório de Impacto do empreendimento. “Somos a favor do progresso e geração de empregos, mas com planejamento devido para não sermos afetados”, disse o presidente da Associação de Moradores, Adriano Boinha.
Ele afirma que está preocupado porque a cidade não tem mais para onde crescer e lamenta a área de lazer perdida — se referindo ao campo de futebol que atendia às escolas da Ponta da Areia. “Será a degradação da área urbana do bairro”, lamenta Boinha, criticando ainda a falta de planejamento de movimentação de carretas.
Fonte: A Tribuna RJ
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