Cerco contra a exploração da Prostituição em Niterói
MP e Secretaria de Segurança investigam
estabelecimentos denunciados por crimes, como exploração de menor
O Ministério Público e a prefeitura de Niterói estão concluindo um mapeamento das casas de prostituição da cidade. O objetivo é denunciar criminalmente os responsáveis, acusados de exploração sexual de menores e falsificação de documentos, entre outros delitos, e cassar em definitivo os alvarás dos estabelecimentos, que se utilizam de atividades de fachada, como a de bar e hotelaria, para manter o registro comercial no município.
O promotor Cláudio Calo, da 4 Promotoria de Investigação Penal, apura denúncias sobre os estabelecimentos há cerca de três anos. De acordo com ele, mesmo depois de fechadas, muitas casas voltam a funcionar com outro nome, porque conseguem a autorização da prefeitura. Diante disso, Calo solicitou que a Secretaria municipal de Segurança e Controle Urbano realizasse fiscalizações periódicas para cassar os alvarás.
— A prostituição não é crime, mas explorar a prostituição é ilegal. Precisamos combater a prática em Niterói, porque ela esconde outros crimes graves, como exploração sexual de menores, falsificação de documentos, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos, entre outros — afirma.
O promotor acredita já ter denunciado cerca de dez casas de prostituição no Centro da cidade, onde atua. Entre elas, a antiga Excentric, na Rua da Conceição, que, apesar de denunciada em 2009, teria voltado a funcionar com o nome de Nit Club no ano passado. O estabelecimento tem alvará para oferecer hospedaria e bar, mas mantém um site com mulheres nuas, conforme consta nos autos do processo. Após inspeção da Secretaria de Segurança, o local foi embargado e um pedido de cassação foi feito pelo secretário Ruy França.
REPRODUÇÃO DO JORNAL O GLOBO
FONTE: O GLOBO
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