Comunidades carentes niteroienses vão passar por reformulação
Morros da Penha e do Holofote serão os primeiros a receberem as intervenções do projeto urbanístico. Foto: Evelen Gouvêa
Verba de R$ 500 mil repassada pela União vai urbanizar os morros do Holofote e da Penha e já está em licitação na Prefeitura de Niterói. Mapeamento identificou necessidades
O projeto de reurbanização da cidade, que terá início nas comunidades do Holofote, no Fonseca, e da Penha, na Ponta da Areia, está prestes tomar forma. Segundo a Prefeitura de Niterói, o projeto já entrou em fase de licitação para escolher a empresa que irá desenvolver os trabalhos nas localidades.
De acordo com a Prefeitura, a proposta de desenvolvimento de projetos de assistência técnica para reurbanização, produção habitacional e regularização fundiária, foi solicitada ao Ministério das Cidades e selecionada em seguida. Após a escolha da empresa que desenvolverá o projeto, o mapeamento das duas áreas escolhidas começará a ser realizado.
A prefeitura completou em nota garantindo que “os recursos para a licitação foram repassados pelo Ministério das Cidades e autorizados pela Caixa Econômica Federal. O Ministério das Cidades destinou R$ 195 mil para os projetos no Morro do Holofote e R$ 318 mil para o Morro da Penha. Já a contrapartida da Prefeitura será de R$ 85 mil”.
O projeto, que seguirá o molde do “Vida Nova no Morro”, executado na primeira gestão do prefeito Jorge Roberto Silveira, pretende detalhar em seu mapeamento as necessidades de cada comunidade para que elas tenham acesso a todos os serviços públicos, como água, esgoto e habitação.
Moradora do Morro da Penha, a dona de casa Maria da Conceição Oliveira de Souza, de 58 anos, acredita que o mapeamento da comunidade será uma boa oportunidade de melhorias para o local.
“Estamos aguardando ansiosamente o início dos trabalhos. Precisamos de melhorias no saneamento básico, no asfalto e nas escadarias que servem de acesso à comunidade, além de um maior espaço de lazer. Outro problema é que muitas casas precisam de regularização fundiária. A comunidade possui muitas crianças e idosos, e o projeto será bem-vindo”, afirmou.
Mapeamento – Em 2011, quando as duas comunidades foram escolhidas pela prefeitura para iniciarem o projeto, O FLUMINENSE adiantou os detalhes de como o mapeamento seria realizado. Na primeira etapa, os técnicos irão levantar dados estruturais da região e cadastrar todas as famílias. Em seguida, um grupo formado por arquitetos, urbanistas e assistentes sociais irá fazer um levantamento socioeconômico e físico ambiental.
O objetivo é avaliar possíveis áreas de risco e determinar espaços onde poderá haver a construção de unidades habitacionais. Assim que for finalizada a segunda etapa, a empresa contratada apresentará os projetos executivos de recuperação ambiental, urbanização e infraestrutura da área.
Fonte: O Fluminense
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