Pipas: uma brincadeira que pode acabar em transtorno

Crianças desafiam o perigo e soltam pipas em meio aos carros. Só no ano passado a brincadeira causou 690 apagões em Niterói e 7.273 em todo o interior do estado do Rio
Soltar pipa é uma brincadeira divertida e saudável, principalmente nas férias, mas que pode ser perigosa se feita perto de fios da rede elétrica ou às margens de rodovias. A concessionária de energia elétrica Ampla registrou no ano passado 690 interrupções de energia em Niterói, sendo 7.273 em todo o interior do estado do Rio, causadas por pipas. Estas também representam um risco para quem anda de moto. Segundo a Associação Brasileira de Motociclistas, no País, são mais de 100 acidentes por ano, sendo 50% gravíssimos e 25% fatais.
Na altura do Parque Nanci, próximo ao Km 25 da RJ-106, em Maricá, é comum ver crianças e adultos empinando pipas e arriscando a vida para correr atrás delas atravessando as pistas da Rodovia Amaral Peixoto. Além do risco de atropelamento, há a possibilidade de acidente com motociclistas que ao tocarem a linha podem se machucar gravemente, mesmo que esta não tenha cerol.
Na última sexta-feira, um motoboy teve o pescoço atingido pelo cerol na Linha Vermelha, altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e escapou por pouco, conforme registraram câmeras de segurança da via.
A BR-101 também apresenta riscos. A concessionária que administra a via, a Autopista Fluminense, registrou sete ocorrências envolvendo linha com cerol no trecho sob concessão da BR-101 RJ/Norte, sendo seis em São Gonçalo e um em Itaboraí – com registro de um óbito no período.
Nesta segunda-feira, a Ampla lança campanha de alerta nos municípios onde atua, inclusive Niterói, São Gonçalo e Maricá, através da distribuição de folhetos com orientações para os pais a recomendarem seus filhos a não empinar pipas próximo à rede elétrica nem encostar em “objetos estranhos que estejam pendurados à rede elétrica como fios, pipas, entre outros”. Os folhetos serão distribuídos nas casas dos consumidores.
Entre outras orientações estão: Soltar pipas perto da rede elétrica é muito perigoso. Elas podem enroscar nos fios com risco de descarga elétrica. Materiais metálicos também não devem ser utilizados na fabricação deste brinquedo, pois conduzem eletricidade, aumentando a chance de choque elétrico, podendo causar até a morte de uma pessoa; o uso de cerol (pó de vidro com cola) oferece mais um risco: ele corta a camada de borracha que reveste os fios de alumínio ou de cobre, criando a situação de transferência de corrente elétrica. Além disso, o uso de cerol também pode provocar acidentes com motociclistas. Bom lembrar que a venda deste material é proibida por lei no estado.
A população não deve tentar mexer em qualquer componente da rede elétrica, como a fiação aérea, por exemplo. Somente técnicos da distribuidora, treinados para este trabalho que exige o uso de equipamentos de segurança, estão aptos a manusear a rede elétrica.
Viva Motociclista
Com o objetivo de orientar e conscientizar os motociclistas sobre questões relacionadas à saúde, segurança no trânsito, utilização de equipamentos de segurança e manutenção da motocicleta, a Autopista Fluminense realiza periodicamente a Campanha Viva Motociclista. No local, eles recebem orientações sobre os cuidados no trânsito e recebem um folheto com dicas de segurança.
Também são cadastrados e têm à disposição uma avaliação médica, realizada pela equipe pré-hospitalar.
Viva Motociclista
Com o objetivo de orientar e conscientizar os motociclistas sobre questões relacionadas à saúde, segurança no trânsito, utilização de equipamentos de segurança e manutenção da motocicleta, a Autopista Fluminense realiza periodicamente a Campanha Viva Motociclista. No local, eles recebem orientações sobre os cuidados no trânsito e recebem um folheto com dicas de segurança.
Também são cadastrados e têm à disposição uma avaliação médica, realizada pela equipe pré-hospitalar.
Primórdios da pipa
As pipas que tanto encantam a todos nasceram na China antiga, por volta do ano 1.200 a.C. e, sem dúvida, caracterizam uma brincadeira saudável e que proporciona o bom desenvolvimento de nossas crianças. Alguns historiadores defendem, no entanto, que a pipa tenha sido inventada entre 400 e 300 (a.C.) por Arquitas, um grego da cidade de Tarena.
Em 1749, o escocês Alexander Wilson usou vários termômetros presos às pipas para medir a temperatura nas alturas. Benjamin Franklin, em 1752, utilizando uma pipa forrada de pano, demonstrou em um dia de chuva que nas nuvens existe eletricidade estática. Com isso foi criado o para-raios.
O inglês Douglas Archibald, em 1883, prendeu um anemômetro (medidor de vento) à linha de uma pipa e mediu a velocidade do vento a 360 metros de altura. A Aerofotografia, com o auxílio de pipas, é muito praticada desde o fim do século XIX. Guglielmo, em 1901, usou uma pipa para erguer um antena e fez a primeira transmissão de rádio.
As primeiras pipas chegaram ao Brasil com as primeiras caravelas comandadas por Pedro Álvares Cabral, em 1.500.
O nome pipa foi dado ao “papagaio” de papel por ser semelhante ao recipiente pipa (vasilha de madeira usada para guardar vinhos).
Fonte: O fluminense
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