Moradores de Piratininga querem mais opções de lazer
Quem mora no bairro da Região Oceânica ficou feliz com a notícia de que a Prefeitura fará uma praça temática ambiental, enfeitada com espécies de plantas nativas
Moradores de Piratininga reclamam da falta de áreas de lazer. À exceção das belas praias, eles se queixam da falta de conservação das praças e da sujeira na Lagoa de Piratininga, local usado para a prática de corridas e caminhadas. A advogada Fabíola Adriana Ferreira, de 40 anos, moradora do bairro há 13, conta que muitas mudanças aconteceram, mas a carência de áreas para a prática de esportes e lazer é um dos grandes problemas da área.
“Desde que vim morar em Piratininga vi que a população cresceu muito, mas a infraestrutura do bairro permaneceu da mesma forma. Acredito que ele não esteja preparado para atender tantas pessoas. Aqui faltam muitas iniciativas para o esporte e áreas de lazer. A iluminação pública também deixa a desejar. O bom do bairro é realmente a tranquilidade e as praias, que são lindas. As obras que se iniciaram na pracinha vieram realmente a calhar”, afirma Fabíola.
Foi pensando em moradores como a advogada Fabíola que a Prefeitura de Niterói desenvolve o projeto para uma praça temática ambiental, que busca integrar o local com seu entorno, observando as espécies de plantas nativas do ecossistema. O projeto foi idealizado pelos alunos da UFF e desenvolvido pela secretaria de Urbanismo, que busca captação de recursos para sua execução, na Praça Allan Kardec. Entre outros trabalhos, a secretaria está elaborando melhorias para o calçadão com projetos de reurbanização e ordenamento dos quiosques.
Na área de esportes, Piratininga deverá ser, em 2012, palco do Mundialito de Fast Triathlon (os participantes percorrem uma extensão menor), disputado em anos anteriores na Praia de Icaraí. A prova acontecerá no primeiro semestre e contará com grandes destaques nacionais e internacionais na modalidade. Além disso, neste início de ano, uma ilha de ginástica nos mesmos moldes já instalada na Praia de Icaraí será colocada na orla. Já as praças do bairro devem receber aparelhos de musculação.
Sobre as ações da Secretaria de Segurança e de Controle Urbano em Piratininga, a secretaria afirma que pretende executar, no início do próximo ano, uma ação nas praias com objetivo de ordenar o uso do solo. Este modelo de fiscalização foi utilizado em uma ação na Praia de Itaipu e obteve bons resultados, segundo o órgão.
Com tudo isso, os moradores e frequentadores só têm a elogiar o bairro.
“Piratininga é um local muito bonito. Costumo vir aqui muitas vezes por semana, para fazer uma caminhada e relaxar. Há muita segurança”, diz Armando Maia, eletricista de 46 anos.
Mulheres em maior número
Piratininga é hoje um bairro com pouco mais de 16 mil habitantes, em sua maioria, mulheres.
Atualmente uma das principais localidades da Região Oceânica, Piratininga era, originalmente, um local dedicado à pesca, tendo, em seus primórdios, uma colônia de pescadores na localidade conhecida como Tibau.
Atualmente uma das principais localidades da Região Oceânica, Piratininga era, originalmente, um local dedicado à pesca, tendo, em seus primórdios, uma colônia de pescadores na localidade conhecida como Tibau.
A partir dos anos 70, com um boom imobiliário que levou a classe média para a região, Piratininga deixou de ser um local de veraneio e passeio para se tornar um bairro residencial. A população que possuía menor poder aquisitivo ficou, então, restrita, em sua maioria, ao entorno da lagoa.
Dessa forma, com o enorme crescimento populacional e passando a ser conhecido como local de belas praias, Piratininga desenvolveu um grande número de lojas e de prestadores de serviços.
São inúmeros supermercados, lojas variadas, restaurantes e bares, além de casas noturnas que dão ao morador a possibilidade de não precisar se locomover para o Centro ou para bairros como Icaraí em busca de produtos ou serviços, além de atrair visitantes. n
Escassez de ônibus
Outro problema que atinge o bairro de Piratininga é o transporte público. Segundo os moradores do bairro da Região Oceânica, apesar de o serviço de ônibus ser de qualidade, há escassez de horários e faltam paradas de coletivos cobertas.
Para a doméstica Flaviane de Oliveira, essa é a maior dificuldade que ela enfrenta. Se houver algum problema com ela ou sua família durante a noite ou madrugada fica difícil conseguir condução de forma rápida e eficaz.
“O ruim de Piratininga é mesmo o serviço de ônibus. Após às 23 horas os horários ficam muito espaçados e isso prejudica muito quem quer entrar ou sair do bairro. Aqui temos coisas boas, como o nosso posto de saúde. Mas eu tenho filhos pequenos, e se eles passam mal à noite eu fico muito preocupada, porque preciso sair do bairro para procurar atendimento médico, já que o posto fecha no fim da tarde”, afirma Flaviane.
Procurada para falar sobre o caso, a Prefeitura de Niterói informou, em nota, que a Subsecretaria de Trânsito e Transporte realiza fiscalizações nos coletivos diariamente. As denúncias da população podem ser feitas para a Ouvidoria, através do e-mail ouvidoria@niteroi.rj.gov.br. A empresa de ônibus que opera no bairro não foi encontrada para falar sobre as reclamações da moradora.
Fonte: O Fluminense

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